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ATA DA PRIMEIRA REUNIÃO DO GT “ESTUDOS MEDIEVAIS” DA ANPOLL

Aos trinta dias do mês de novembro de 2005, às 10:00 h., reuniu-se no Auditório da Pós-Graduação em Letras, situado no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Grupo de Trabalho de Estudos Medievais da ANPOLL, constituído pelos Professores Doutores Maria do Amparo Tavares Maleval (UERJ), Coordenadora, Álvaro Alfredo Bragança Júnior (UFRJ), Vice-Coordenador, Célia Marques Telles (UFBA), Delia Cambeiro (UERJ), Elizabeth Dias Martins (UFC), Francisco Roberto S. de Pontes Medeiros (UFC), Lênia Márcia Mongelli (USP), Márcio Ricardo Coelho Muniz (UEFS), Maria Helena Sansão Fontes (UERJ), Regina Michelli (UERJ), Risonete Batista de Souza (UFBA), Vanda de Oliveira Bittencourt (PUC Minas), Viviane Cunha (UFMG), Yara Frateschi Vieira (UNICAMP). Justificaram as suas ausências as Professoras Doutoras Ângela Vaz Leão (PUC Minas), Gladis Massini-Cagliari (UNESP) e o Professor Doutor Paulo Roberto Sodré (UFES). A Professora Maria do Amparo T. Maleval inicialmente falou da importância do grupo, por tratar-se de proposta pioneira na ANPOLL, no que toca à pesquisa sobre a Idade Média. A Coordenadora do GT sublinhou, ainda, o sucesso do I Encontro do GT de Estudos Medievais, ora em processo de encerramento, realizado no período de 28 a 30 de dezembro, com expressiva presença de seus integrantes e convidados. A seguir, deu-se início às discussões pertinentes às normas do GT. Discutiram-se, inicialmente, critérios para aceitação de novos membros no grupo. Com relação a professores em regime de aposentadoria, não foi apontado nenhum problema para que sejam aceitos, desde que ligados a Programas de Pós-Graduação stricto sensu, em IES, o que é condição imprescindível a qualquer postulante aos GTS da ANPOLL. Dessa forma, os professores que estejam nesta condição e desejarem ingressar no GT de Estudos medievais devem apresentar uma carta com pedido de inclusão no GT, acompanhada de projeto de pesquisa na área e curriculum Lattes; já quanto a alunos, poderão participar dos Encontros, desde que indicados por um membro do GT. O projeto e o currículo serão encaminhados a dois consultores, sendo que se a situação do candidato na Pós-Graduação não estiver de acordo com as normas instituídas, ele poderá participar como convidado nas atividades do GT, de acordo com as normas da ANPOLL, com preferência por nomes proeminentes sobre os demais. Com relação às publicações, decidiu-se que sejam efetuadas, de preferência, via editoras universitárias e que seria interessante não apenas as de componentes isolados, mas um projeto de livros temáticos, custeado por todos do grupo. Ficou acordado que os textos para a publicação das Atas do I Encontro do GT deverão ser encaminhados à Coordenadora até março de 2006 para publicação, obedecendo-se às normas editoriais que serão informadas aos participantes. Em seguida, foi lida carta do Professor Doutor Flávio Garcia, da UERJ/FFP, solicitando sua inclusão no GT. Nela faz referências a seus trabalhos e a sua atuação na área de literatura portuguesa e galega, vindo tal documento acompanhado de súmula de projeto, intitulado “Os mirabilia celtas na construção da narrativa realista maravilhosa galega”. A Professora Yara Frateschi manifestou-se, afirmando tratar-se de um substrato muito vago, visto como medieval ou que alguns, conforme preceitos do Romantismo, conceberam como fundador da galeguidade, não correspondendo a uma especificidade medieval, mas sim dos séculos XIX e XX. Sugeriu que não se trabalhem textos que sustentem tal proposta, focalizando, sim, fontes primárias medievais que a isso façam referência. Outra sugestão bem aceita foi apresentada pela Coordenadora do GT, sinalizando para a possibilidade de o proponente reapresentar o Projeto focalizando o diálogo entre a Literatura Galega e a tradição artúrica, com base em textos da Matéria da Bretanha, retomando a temática no que se refere ao projeto da nacionalidade galega. Defendendo a idéia da Coordenadora, o Professor Álvaro Bragança lembrou ser a questão artúrica um caminho bastante fértil e seguro para o desenvolvimento desse tipo de tema. Seguiu-se a questão referente à quantidade de futuros participantes do GT. O grupo foi favorável a não se admitirem muitos membros, pois isso fragmenta o GT, havendo necessidade de limites. Entretanto, por ser o número de associados ainda muito pequeno, dado o GT ter sido criado muito recentemente, nada ficou estabelecido. Na oportunidade, questionou-se sobre o número de colaboradores por programa, assentando-se o número de dois colaboradores, como é a orientação da ANPOLL. Nesse momento, o Professor Márcio Ricardo C. Muniz sugeriu que a distribuição do número de alunos atuantes no GT seja proporcional ao número de professores. Lembrou a Coordenadora o nome de outros medievalistas, que enriqueceriam o GT, mas que no momento da elaboração da proposta de criação não puderam ser contactados. Na ocasião, pediu aos demais para apontarem pesquisadores na área. Surgiu, então, a questão sobre a forma de como se deve fazer tal indicação. Os presentes decidiram por uma ficha padronizada e que o material necessário à candidatura (carta, projeto, currículo) deverá ser enviado por e-mail para inscrição. Em prosseguimento, com vistas ao próximo Encontro Nacional da Anpoll a realizar-se em São Paulo em 2006, a Coordenadora colocou em discussão o formato da participação do GT, optando-se por mesas-redondas sobre questões metodológicas, com discussão de pesquisas e também dos resultados obtidos, dando-se continuidade, dessa forma, ao I Encontro do GT ora em processo de finalização. Nesse instante, a Professora Célia Marques Telles sugeriu, a respeito do futuro II Encontro Intermediário do GT, que seja realizado no mesmo local e em período imediatamente anterior ou posterior ao Encontro Internacional da ABREM, para que sejam economizados gastos. Outra sugestão da referida professora foi no sentido de que sejam revistos, no futuro, os congressos em alta estação, o que os torna muito onerosos. Ambas as sugestões foram plenamente aceitas, bem como a da Professora Yara Frateschi Vieira, relativa ao tema do II Encontro do GT, que deverá focalizar a questão das Fontes. Os presentes também manifestaram o seu desejo de que a atual Coordenação do GT fosse reconduzida para mais uma gestão. Para finalizar, a Coordenadora do GT de Estudos Medievais da ANPOLL agradeceu o apoio e a participação dos presentes, manifestando o seu contentamento pelo frutífero I Encontro do GT, encerrando-se a reunião às 11:10 h, da qual lavrei a presente Ata, assinada por mim, Professora Delia Cambeiro, e pelos demais presentes.